A tempestade, uma paixão...
Não reparou como ela é?
O seu gemido é um trovão;
o seu vento, cafuné.
Mar em fúria, furacão;
sua luxúria, vendaval.
E nuvens negras, coração;
Amor do céu, tão natural.
Se sua chuva é seu gozo,
e bebe, a terra, cada gota;
banho de chuva tão gostoso,
nosso lazer, coisa marota...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Conjugar
Conjuguei o verbo amar
no pretérito mais-que-perfeito.
Transitivo e regular,
tanto fui objeto e sujeito.
Conjugá-lo no tempo presente,
mais que um simples predicado,
você sabe bem, pois também sente,
é bem melhor que no passado.
Amo, ama, nos amamos...
Por amor, permaneci vivo,
porque, amar, conjugamos
no futuro do subjuntivo.
no pretérito mais-que-perfeito.
Transitivo e regular,
tanto fui objeto e sujeito.
Conjugá-lo no tempo presente,
mais que um simples predicado,
você sabe bem, pois também sente,
é bem melhor que no passado.
Amo, ama, nos amamos...
Por amor, permaneci vivo,
porque, amar, conjugamos
no futuro do subjuntivo.
Um quê
Seu suor é o tempero da terra distante
cujo clima gostoso me faz bem demais.
E seu beijo, um néctar tão refrescante;
lembra a brisa das noites de dias atrás.
O calor que seu corpo, em chamas, emana
enlouquece os mais sábios poetas do mundo.
E dirão, seus lábios, palavras sacanas,
pois assim vou querer penetrar mais profundo.
Massageio seu ventre por dentro e por fora,
porque adoro escutar seu gemido tão doce.
Você vem me falar que me quer todo agora
se só seu, simples súdito, eu já não fosse.
Seu aroma de fêmea, por mim, excitada
faz de mim animal em total frenesi.
Sua pele molhada, tão branca e rosada,
é uma flor tão cheirosa que igual nunca vi.
Os amantes se dão quase sempre que podem.
Se não meço palavras, eu vou descrever:
Nossos corpos se atritam, se fundem e fodem.
Nós buscamos um tenro e intenso prazer.
Quando exausto, feliz permaneço contigo.
Em seu braços abertos, descanso contente.
Em seu colo, encontro um ninho, um abrigo;
nosso amor tem um quê, sabe lá, diferente...
cujo clima gostoso me faz bem demais.
E seu beijo, um néctar tão refrescante;
lembra a brisa das noites de dias atrás.
O calor que seu corpo, em chamas, emana
enlouquece os mais sábios poetas do mundo.
E dirão, seus lábios, palavras sacanas,
pois assim vou querer penetrar mais profundo.
Massageio seu ventre por dentro e por fora,
porque adoro escutar seu gemido tão doce.
Você vem me falar que me quer todo agora
se só seu, simples súdito, eu já não fosse.
Seu aroma de fêmea, por mim, excitada
faz de mim animal em total frenesi.
Sua pele molhada, tão branca e rosada,
é uma flor tão cheirosa que igual nunca vi.
Os amantes se dão quase sempre que podem.
Se não meço palavras, eu vou descrever:
Nossos corpos se atritam, se fundem e fodem.
Nós buscamos um tenro e intenso prazer.
Quando exausto, feliz permaneço contigo.
Em seu braços abertos, descanso contente.
Em seu colo, encontro um ninho, um abrigo;
nosso amor tem um quê, sabe lá, diferente...
três tristes trovas
adoro ouvir belos versos
feitos na forma de trova.
é raro achar um ouvido
que estes versos desaprova.
esta trova está ruim.
eu concordo plenamente
e, fazendo mais esforço,
outra trova sai da mente.
trova é fácil fazer;
também gostoso compor.
mas veja o que descobri:
não nasci pra trovador.
feitos na forma de trova.
é raro achar um ouvido
que estes versos desaprova.
esta trova está ruim.
eu concordo plenamente
e, fazendo mais esforço,
outra trova sai da mente.
trova é fácil fazer;
também gostoso compor.
mas veja o que descobri:
não nasci pra trovador.
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