ZéBeto Fernandes
vi o manto e as pernas...
em imagens eternas...
só aguçou-me as saudades...
veemências e perversidades
estou de chegância ...
adeus abundância!
as palavras soltas na mente
o mundo sem foco de lente
eu dormente em trilhos e trilhas
pertinente este sonho indescente
pernas que te quero, lombo e virilhas...
sou irrespondável...
no amor que sinto
imponderável...
não minto...
invento
vento
mar
terra
serra
luar
só pra lhe agradar
derrama-me a sopa
poupa-me a popa
apaupa-me a proa
pauta-me à toa
22/01/07
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
domingo, 8 de fevereiro de 2009
POLITICÃO
Zébeto Fernandes
Pelo sim pelo não vários caminhos ao chão
Decido o vão que vem e que vai ao coração
Cada porta um horizonte se abre ao meio
Vida vai girando a lua na rua do saco cheio
Mais uma passeata exigindo um bufão
Greves de comunhão querendo perdão
A moça com uma estrela presa ao seio
Multidão pisando nuvens pelo passeio
O país não muda a surda fala de corrupção
Povo doente no desemprego da educação
Violência na perdida bala achada no recreio
Botam um tapume onde a ética seria esteio
Só a política do deixa disso onde eu leio: cão!
Maltrata a vida pra salvar o crédito no sermão
Em 05/02/2009
Pelo sim pelo não vários caminhos ao chão
Decido o vão que vem e que vai ao coração
Cada porta um horizonte se abre ao meio
Vida vai girando a lua na rua do saco cheio
Mais uma passeata exigindo um bufão
Greves de comunhão querendo perdão
A moça com uma estrela presa ao seio
Multidão pisando nuvens pelo passeio
O país não muda a surda fala de corrupção
Povo doente no desemprego da educação
Violência na perdida bala achada no recreio
Botam um tapume onde a ética seria esteio
Só a política do deixa disso onde eu leio: cão!
Maltrata a vida pra salvar o crédito no sermão
Em 05/02/2009
TEORIA DA DESGRAÇA
Zébeto Fernandes
A cada verso que faço trovas
A vida me cobra todas provas
Buscas o enigma das palavras
No fio da faca que me cravas
Recorro ao poema que não fiz
Corro as linhas em pó de giz
Morro areia com mar em cheia
Escorro amor perdido na veia
Desejo ardente de necrofilia
Apertem o pescoço em asfixia
Arrastem o corpo até o gueto
Só depois determino o soneto
Doe cinzas aos quatro ventos
Morte a todos os sentimentos
A cada verso que faço trovas
A vida me cobra todas provas
Buscas o enigma das palavras
No fio da faca que me cravas
Recorro ao poema que não fiz
Corro as linhas em pó de giz
Morro areia com mar em cheia
Escorro amor perdido na veia
Desejo ardente de necrofilia
Apertem o pescoço em asfixia
Arrastem o corpo até o gueto
Só depois determino o soneto
Doe cinzas aos quatro ventos
Morte a todos os sentimentos
Comentário Planetário
Zébeto Fernandes
A chuva fina
bebe a saudade da gente por trás da cortina
Muda o cenário
do verde sem o canto do canário
Molha o pensamento
do que queremos levar ao vento
Cala o grito
do trem que não vem apito
Refaz a dor em mil gotas
caidas de minhas garotas
Chove serpertina
serpente venenosa do clima da hemoglobina
Encharca o mundo
de lágrimas de um coração vagabundo
Turva o que vejo antes do trovão
a trova temperada de lava de um vulcão
Parede de chuva de rima
derrame seu gozo em mim por cima
Pedaço de minha miragem
deixa na saudade a doçura de tanta imagem
Não pare de derramar
teu amor pela terra que vem do ar
Continue deitada mesmo vindo em pé
muda o ser pelo que apenas é
E desça as escadas
role pelas sacadas
Torça as calhas
espalhe as tralhas
Encha os bueiros
quebre os pinheiros
Transborde o rio
nos faça afogar de frio
Inunde as cidades
mergulhando nossas saudades
Chuva fina seja forte
é o amor na hora da morte
Chove a causa em chave do comentário
transforma choro em dilúvio planetário
Em:06/02/2009
A chuva fina
bebe a saudade da gente por trás da cortina
Muda o cenário
do verde sem o canto do canário
Molha o pensamento
do que queremos levar ao vento
Cala o grito
do trem que não vem apito
Refaz a dor em mil gotas
caidas de minhas garotas
Chove serpertina
serpente venenosa do clima da hemoglobina
Encharca o mundo
de lágrimas de um coração vagabundo
Turva o que vejo antes do trovão
a trova temperada de lava de um vulcão
Parede de chuva de rima
derrame seu gozo em mim por cima
Pedaço de minha miragem
deixa na saudade a doçura de tanta imagem
Não pare de derramar
teu amor pela terra que vem do ar
Continue deitada mesmo vindo em pé
muda o ser pelo que apenas é
E desça as escadas
role pelas sacadas
Torça as calhas
espalhe as tralhas
Encha os bueiros
quebre os pinheiros
Transborde o rio
nos faça afogar de frio
Inunde as cidades
mergulhando nossas saudades
Chuva fina seja forte
é o amor na hora da morte
Chove a causa em chave do comentário
transforma choro em dilúvio planetário
Em:06/02/2009
Cólica renal
Zébeto Fernandes
Há uma pedra no caminho do rim
Feita à tristeza no fio do fim
Retorço dorso na ponta da faca
Zigue-zagueio em rodas de maca
Dor de pedra por dentro de mim
Explode estrela por meu jardim
Flores em chá de mui esperança
Mói a farpa de rocha sem dança
Corpo sem prumo perde teu rumo
Sem posição espreme nosso sumo
Coca cólica renal faça matéria
Peço pra dor o amor à pilhéria
Pedra do caminho óbvio ao rito
Deixe-me sóbrio no ébrio grito
Métrica virtual:
Cada verso com 30 toques
Em:06/01/2009
Há uma pedra no caminho do rim
Feita à tristeza no fio do fim
Retorço dorso na ponta da faca
Zigue-zagueio em rodas de maca
Dor de pedra por dentro de mim
Explode estrela por meu jardim
Flores em chá de mui esperança
Mói a farpa de rocha sem dança
Corpo sem prumo perde teu rumo
Sem posição espreme nosso sumo
Coca cólica renal faça matéria
Peço pra dor o amor à pilhéria
Pedra do caminho óbvio ao rito
Deixe-me sóbrio no ébrio grito
Métrica virtual:
Cada verso com 30 toques
Em:06/01/2009
Primeiro Beijo
Zébeto Fernandes
O leve toque bilabial primeiro
Perfume real leve-me ao cheiro
Mão inquieta bulina por desejo
Ouço os sons loucos de realejo
Coração pulsa acelerando rítmo
Boca de fome em momento íntimo
Meu pensamento perderá a razão
Na imaginação,frenética emoção
Sonho o prazer em puro deleite
A realidade a ser mero enfeite
Vivo o pingo de suor que brota
Imenso mar dessa nau sem frota
Carne náufraga por alguma ilha
De amor no corpo sem armadilha
Métrica Virtual:
Cada verso tem 29 toques
Em:06/01/2009
O leve toque bilabial primeiro
Perfume real leve-me ao cheiro
Mão inquieta bulina por desejo
Ouço os sons loucos de realejo
Coração pulsa acelerando rítmo
Boca de fome em momento íntimo
Meu pensamento perderá a razão
Na imaginação,frenética emoção
Sonho o prazer em puro deleite
A realidade a ser mero enfeite
Vivo o pingo de suor que brota
Imenso mar dessa nau sem frota
Carne náufraga por alguma ilha
De amor no corpo sem armadilha
Métrica Virtual:
Cada verso tem 29 toques
Em:06/01/2009
PERDÃO AO POETA
Zébeto Fernandes
Aos pedaços de amor
Que doastes para a dor
No passar do tempo a passatempo
Descubro na imaginação
O sentimento da paixão
Do poeta de versos diversos ao vento
Beijando as saudades
De sonho em realidades
Clamando a falta de lábios na ribalta
Na boca de cena o perdão do adeus
Que a flores deu o colibri
Onde fores cinquenta, bem te vi
Não há perdas nem perdão
Beijos não se cata no chão
São pétalas que dão frutos aqui
Se visses ao olhar para trás
Sentirias o caminho todo de paz
Que deixa a pegada do poeta de beijos
Das hortências às margaridas
Das rosas aos perfumados jasmins
Trouxestes o gosto de tantas vidas
Poeta não perde por perdão
Nem pede a si mesmo permissão
Rouba emoção do adeus sem fim
Perdão só peço a mim mesmo
Por te comentar perdão em poema
Das perdas da língua sem trema
Em:06/02/2009
Aos pedaços de amor
Que doastes para a dor
No passar do tempo a passatempo
Descubro na imaginação
O sentimento da paixão
Do poeta de versos diversos ao vento
Beijando as saudades
De sonho em realidades
Clamando a falta de lábios na ribalta
Na boca de cena o perdão do adeus
Que a flores deu o colibri
Onde fores cinquenta, bem te vi
Não há perdas nem perdão
Beijos não se cata no chão
São pétalas que dão frutos aqui
Se visses ao olhar para trás
Sentirias o caminho todo de paz
Que deixa a pegada do poeta de beijos
Das hortências às margaridas
Das rosas aos perfumados jasmins
Trouxestes o gosto de tantas vidas
Poeta não perde por perdão
Nem pede a si mesmo permissão
Rouba emoção do adeus sem fim
Perdão só peço a mim mesmo
Por te comentar perdão em poema
Das perdas da língua sem trema
Em:06/02/2009
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Soneto em si mesmo
Zébeto Fernandes
O reino da poesia não teria vida
Não fosse o dom de curar ferida
Mundo sem letra é papel patético
Mero desastre ecológico poético
Uma devastação de letras mortas
São portas divinas de linhas tortas
Parece uma tragédia sem um deus
Que nos acuda pelos apelos ateus
A poesia é o queijo da macarronada
O beijo de luxúria da mulher amada
Fada de fábulas em catarses infantis
A luta por ver na treva gestos gentis
A faca do oprimido furando horizonte
Absurdo de ver na rua um rinoceronte
O reino da poesia não teria vida
Não fosse o dom de curar ferida
Mundo sem letra é papel patético
Mero desastre ecológico poético
Uma devastação de letras mortas
São portas divinas de linhas tortas
Parece uma tragédia sem um deus
Que nos acuda pelos apelos ateus
A poesia é o queijo da macarronada
O beijo de luxúria da mulher amada
Fada de fábulas em catarses infantis
A luta por ver na treva gestos gentis
A faca do oprimido furando horizonte
Absurdo de ver na rua um rinoceronte
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
LÁGRIMAS EM LUA
Ontem te vi em cornos no céu
Deixei o pensamento ir ao léu
As estrelas são tão brilhantes
Mas és tu o amor dos amantes
Sonhei em alcançar-te na arte
Barca em luz ao breu doar-te
Sois sóis a sós na escuridão
Da miopia cósmica sem chão
Abraço-te sem tocar serenata
Queijo de minha melhor nata
Beijo tuas faces contraditórias
Danças lembranças em histórias
Lágrimas ao teu pé no alto morro
Lua, leito do rio por onde escorro
Tô coruja...
Zébeto Fernandes
Corujando o poema da mente
Mente capta idéia demente
Total mente sem verdade
Capacidade imaginária da saudade
De te abraçar o coração
De soluçar muita solução
Perder o meu verso em soneto
Adentro teu universo, me meto
Derreto a vida em chuva ácida
De perdida lágrima flácida
Da mente que mente
Perdida mente
Nina me sente
Luardente
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
EU FUI BEM FELIZ... E SOU QUEM QUIS!
ZéBeto Fernandes pra Nina Rodrigues
Olho o ser antes de ser
Na barriga, por nascer
Amo o afeto do feto interior
Nem sei quem será, mas já é amor
Um parto difícil para todos nós
Dois nós no cordão umbilical atroz
Mas a vida teimosa foi muito maior
Nasceu Nina Rodrigues, a poesia que sei de cor
Cresceu dócil e carinhosa
Um tanto fera e manhosa
Uma menina Nina linda
E cresce na mente, mas a beleza não finda
Nina Rodrigues adulta é a mulher das letras
De interior humano mutante das borboletas
Olho o ser antes de ser
Na barriga, por nascer
Amo o afeto do feto interior
Nem sei quem será, mas já é amor
Um parto difícil para todos nós
Dois nós no cordão umbilical atroz
Mas a vida teimosa foi muito maior
Nasceu Nina Rodrigues, a poesia que sei de cor
Cresceu dócil e carinhosa
Um tanto fera e manhosa
Uma menina Nina linda
E cresce na mente, mas a beleza não finda
Nina Rodrigues adulta é a mulher das letras
De interior humano mutante das borboletas
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Vou-me embora pra Porangatu
ZéBeto Fernandes
Lá sou amigo de Dom Jordan,o Rei
Só não terei a mulher que sonhei
Pois que, uma Dona Coisa demente
Que vem ser de Jô: contraparente
Disse:Poeta,Porangatu é tua cova
Nem adianta vir tirar essa prova
Dana o dono bravo da dona fulana
Se vier a comer,tu bebes em cana
Ameaçou: O lugar é muito atrasado
Amante dorme só, amanhece casado
Tudo muito bem guardado a chaves
Na Igreja se tira todos entraves
Quando quiseres sofrer das bodas
Vem a Porangatu pra que te fodas
Lá sou amigo de Dom Jordan,o Rei
Só não terei a mulher que sonhei
Pois que, uma Dona Coisa demente
Que vem ser de Jô: contraparente
Disse:Poeta,Porangatu é tua cova
Nem adianta vir tirar essa prova
Dana o dono bravo da dona fulana
Se vier a comer,tu bebes em cana
Ameaçou: O lugar é muito atrasado
Amante dorme só, amanhece casado
Tudo muito bem guardado a chaves
Na Igreja se tira todos entraves
Quando quiseres sofrer das bodas
Vem a Porangatu pra que te fodas
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O CÉU DAS NUVENS
ZéBeto FERNANDES
ORA CHORAM CHUVA EM VERSO
ESCURECEM O TEMPO ADVERSO
CHOQUES CRITICOS TROVEJAM
DOS RAIOS SÚBITOS VERSEJAM
CARLOS CANTOU ESTE CÉU AZUL
FIO DA POESIA VIU NORTE E SUL
NESTE REINO DE TANTA CRENÇA
HÁ ESPERANÇA NA DIFERENÇA!
OS BUFÕES FILOSOFAM AO DIA
DOS MISTÉRIOS DA VÃ POESIA
CORTE CORTA AS HUMILHAÇÕES
CRESCE O REINO SEM SANSÕES
E NÃO É MERO PAPO DE CABELO
ARMAR O REINO PARA RECEBÊ-LO
ORA CHORAM CHUVA EM VERSO
ESCURECEM O TEMPO ADVERSO
CHOQUES CRITICOS TROVEJAM
DOS RAIOS SÚBITOS VERSEJAM
CARLOS CANTOU ESTE CÉU AZUL
FIO DA POESIA VIU NORTE E SUL
NESTE REINO DE TANTA CRENÇA
HÁ ESPERANÇA NA DIFERENÇA!
OS BUFÕES FILOSOFAM AO DIA
DOS MISTÉRIOS DA VÃ POESIA
CORTE CORTA AS HUMILHAÇÕES
CRESCE O REINO SEM SANSÕES
E NÃO É MERO PAPO DE CABELO
ARMAR O REINO PARA RECEBÊ-LO
PISANDO NAS NUVENS
ZéBeto Fernandes
Meu corpo louco saúda o teu
Se entrega nu como Deus deu
Vulcanizo as minhas emoções
Tremores celulares corações
Mulher mutante tenta o tato
Deixa o perfume pelo olfato
Flor à pele pra dar paladar
Amor na língua ao linguajar
Já não faz sentido ser dois
Sodoma-me em Gomorra depois
Um em um se desfazer nenhum
Estar em nós em lugar algum
Criar vida em prazer imenso
Pisar nuvens ao ser intenso
Métrica virtual:
Cada verso com 27 toques
Meu corpo louco saúda o teu
Se entrega nu como Deus deu
Vulcanizo as minhas emoções
Tremores celulares corações
Mulher mutante tenta o tato
Deixa o perfume pelo olfato
Flor à pele pra dar paladar
Amor na língua ao linguajar
Já não faz sentido ser dois
Sodoma-me em Gomorra depois
Um em um se desfazer nenhum
Estar em nós em lugar algum
Criar vida em prazer imenso
Pisar nuvens ao ser intenso
Métrica virtual:
Cada verso com 27 toques
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Travas Curvas em Trevas Turvas
ZéBeto Fernandes
A menor distância entre dois corpos é um beijo
Lua cheia de noite escura no vácuo cura queijo
Reta ao infinito faz a curva finita presa à retina
Rebola a bola farta da bochecha nua de menina
Constante instante da variável curva do templo
Compasso em abraço de pernas ao deus tempo
Barriga fêmea da vida gesta uma dúvida devida
Pós parto morto da espécie perdida alenta a lida
Roça do torto na poça do paço no cais do porto
Aérea moça passa insossa por assobio absorto
Cintura fina em coxa grossa balança o balanço
Ave cabeça arruma a pluma do pescoço ganso
Peru de Peri no rio afunda cio pirarucu de Ceci
Tutu no tatu abunda o tatuí no angu Afro-Tupi
A menor distância entre dois corpos é um beijo
Lua cheia de noite escura no vácuo cura queijo
Reta ao infinito faz a curva finita presa à retina
Rebola a bola farta da bochecha nua de menina
Constante instante da variável curva do templo
Compasso em abraço de pernas ao deus tempo
Barriga fêmea da vida gesta uma dúvida devida
Pós parto morto da espécie perdida alenta a lida
Roça do torto na poça do paço no cais do porto
Aérea moça passa insossa por assobio absorto
Cintura fina em coxa grossa balança o balanço
Ave cabeça arruma a pluma do pescoço ganso
Peru de Peri no rio afunda cio pirarucu de Ceci
Tutu no tatu abunda o tatuí no angu Afro-Tupi
TOM DO TOMBO
ZéBeto Fernandes
As dores estão em flores
O tombo do patrimônio histórico
ZéBeto Fernandes
É de rir o que se chora no exterior
A dor é de quem sente no interior
Não te censuro por cair da cadeira
Fui tombado históricamente sem eira
Beira da árvore podada aos pentelhos
O gigante de Rhodes caindo de joelhos
Um titã tropeçando no meio ambiente
O desmanche das muralhas da gente
Engraçado corpo são estar machucado
Como um escravo ferido e estropiado
A articulação roxa de inchaço ao chão
Sangra canela no mar de lama em vão
O riso do tombo é benção aos ouvidos
Desgraça pior é o desmaio dos feridos
O corpo não obedece pra sair do barro
Com força de milagre ao céu me agarro
O riso raso me conforta a grega tragédia
Agrega à vida o drama da divina comédia
As dores estão em flores
O tombo do patrimônio histórico
ZéBeto Fernandes
É de rir o que se chora no exterior
A dor é de quem sente no interior
Não te censuro por cair da cadeira
Fui tombado históricamente sem eira
Beira da árvore podada aos pentelhos
O gigante de Rhodes caindo de joelhos
Um titã tropeçando no meio ambiente
O desmanche das muralhas da gente
Engraçado corpo são estar machucado
Como um escravo ferido e estropiado
A articulação roxa de inchaço ao chão
Sangra canela no mar de lama em vão
O riso do tombo é benção aos ouvidos
Desgraça pior é o desmaio dos feridos
O corpo não obedece pra sair do barro
Com força de milagre ao céu me agarro
O riso raso me conforta a grega tragédia
Agrega à vida o drama da divina comédia
TRISTE NINAR TRISTE
ZéBeto Fernandes
ESTOU TRISTE
DE NEM TER JEITO
DOR EM RISTE
COMENDO O PEITO
COMO SERÁ VER TIAGO
DORMINDO... EU AFAGO?
MENINO BOM,ORDEIRO
PÁSSARO DE VIVEIRO
DESDE DENTRO DA BARRIGA
ARREDAVA PÉ DE BRIGA
BÃO COMO GOSTO DE PÃO
NÃO SE METIA EM INTRIGA
A GENTE SÓ SE RIA
DE GATINHO QUASE MIA
UMA MÃOZINHA PEQUENA
DE VEZ GRANDE SUSPIRO
UMA RITMADA NOVENA
PASSINHOS DE RETIRO
SAÍA DE FININHO DA FRAUDINHA
ATRÁS DE UMA REDONDA BOLINHA
ERA A ALEGRIA DA GENTE RIA
QUANTA EVOLUÇÃO SADIA
NOTAS BOAS OU ÍNFIMO RESULTADO
O TEMPO TRAZIA O TOM ALEGRADO
ERA TANTA RISARIA
DEIXAVA O MUNDO PASMADO
ORGULHO DO PAI, MÃE E TIA
INOVAVA SEMPRE O RISCADO
MUDANÇAS DE VIDA A OLHOS NUS
CAMISA NOVA,BOLA DE MEIA,POSTE DE LUZ
VIDRO DE DOCE,UMA ROSA
LIVROS DE POESIA E PROSA
VAMOS BUSCAR O TIAGO NA ESCOLA?
APOSTILA, CANETA E COLA
ALEGRIA TODO DIA ERA SENTIDA
A CADA VITÓRIA DA SUA VIDA
SEU NOME ERA BEM FALADO
POR TODÓS DA NOSSA CIDADE
ELE ERA MUITO AMADO
QUANTAS VÊZES CRIOU SAUDADE
SUA MÃE E EU AOS PRANTOS
FILHOS PEDEM ACALANTOS
SONHOS E ENCANTOS
OCUPAVA TODOS OS CANTOS
INTELIGÊNCIA DE SOBRA
CONSCIÊNCIA QUE COBRA
CADA HORA UMA BOA NOVA
CADA IDÉIA UMA PROVA
.............
..............
...........
..........
NANA, TIAGO
BANANA COM QUIABO
NANA NANA...
QUE O SONO EU TE TRAGO
ESTOU TRISTE
DE NEM TER JEITO
DOR EM RISTE
COMENDO O PEITO
COMO SERÁ VER TIAGO
DORMINDO... EU AFAGO?
MENINO BOM,ORDEIRO
PÁSSARO DE VIVEIRO
DESDE DENTRO DA BARRIGA
ARREDAVA PÉ DE BRIGA
BÃO COMO GOSTO DE PÃO
NÃO SE METIA EM INTRIGA
A GENTE SÓ SE RIA
DE GATINHO QUASE MIA
UMA MÃOZINHA PEQUENA
DE VEZ GRANDE SUSPIRO
UMA RITMADA NOVENA
PASSINHOS DE RETIRO
SAÍA DE FININHO DA FRAUDINHA
ATRÁS DE UMA REDONDA BOLINHA
ERA A ALEGRIA DA GENTE RIA
QUANTA EVOLUÇÃO SADIA
NOTAS BOAS OU ÍNFIMO RESULTADO
O TEMPO TRAZIA O TOM ALEGRADO
ERA TANTA RISARIA
DEIXAVA O MUNDO PASMADO
ORGULHO DO PAI, MÃE E TIA
INOVAVA SEMPRE O RISCADO
MUDANÇAS DE VIDA A OLHOS NUS
CAMISA NOVA,BOLA DE MEIA,POSTE DE LUZ
VIDRO DE DOCE,UMA ROSA
LIVROS DE POESIA E PROSA
VAMOS BUSCAR O TIAGO NA ESCOLA?
APOSTILA, CANETA E COLA
ALEGRIA TODO DIA ERA SENTIDA
A CADA VITÓRIA DA SUA VIDA
SEU NOME ERA BEM FALADO
POR TODÓS DA NOSSA CIDADE
ELE ERA MUITO AMADO
QUANTAS VÊZES CRIOU SAUDADE
SUA MÃE E EU AOS PRANTOS
FILHOS PEDEM ACALANTOS
SONHOS E ENCANTOS
OCUPAVA TODOS OS CANTOS
INTELIGÊNCIA DE SOBRA
CONSCIÊNCIA QUE COBRA
CADA HORA UMA BOA NOVA
CADA IDÉIA UMA PROVA
.............
..............
...........
..........
NANA, TIAGO
BANANA COM QUIABO
NANA NANA...
QUE O SONO EU TE TRAGO
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Se o amor acaba...
ZéBeto Fernandes
Se o amor acaba, sofro a dor
Se sofro a dor, mergulho onde for
Se mergulho em mim, o coração dói
Se o coração dói, a prisão me corrói
Se preso estou, penso no horizonte
Se penso no horizonte, cruzo rio e monte
Se cruzo rio e monte, desenho ponte e elevador
Se desenho ponte e elevador, vôo no pensar condor
Se vôo ao pensar condor, sonho no sono
Se sonho ao sono, não me abandono
Se não me abandono, estou só a sonhar
Se estou a sonhar, existo em algum lugar
E vivo a vida por ter amado, mesmo só de um lado
Mas ao viver amor, a dor presente passa ao passado
Se o amor acaba, sofro a dor
Se sofro a dor, mergulho onde for
Se mergulho em mim, o coração dói
Se o coração dói, a prisão me corrói
Se preso estou, penso no horizonte
Se penso no horizonte, cruzo rio e monte
Se cruzo rio e monte, desenho ponte e elevador
Se desenho ponte e elevador, vôo no pensar condor
Se vôo ao pensar condor, sonho no sono
Se sonho ao sono, não me abandono
Se não me abandono, estou só a sonhar
Se estou a sonhar, existo em algum lugar
E vivo a vida por ter amado, mesmo só de um lado
Mas ao viver amor, a dor presente passa ao passado
A RAINHA DOS ZÊS
ZéBeto Fernandes
Todas são princesas, mas só uma é Rainha
Todas são víúvas ao vinho de uvas da vinha
Enigmático olhar de mulher ainda que pinte
É belo o sorriso da menina na tela da Vinci
Ciúmes de tantos zês sentidos na hora agá
Amores doces perdidos no Reino de Carcará
Ave que come o homem no prazer tupiniquim
Devora beijos com teus lábios largos carmim
Lambe todas letras das aulas de leis da vida
Come os pensamentos que até deus duvida
Quer colo como um trono de perpétuo amor
Sabe ser o jardim e também a beleza da flor
Ama a todos zês como qualquer mãe Rainha
Deita como mulher e em zê sonho se aninha
Todas são princesas, mas só uma é Rainha
Todas são víúvas ao vinho de uvas da vinha
Enigmático olhar de mulher ainda que pinte
É belo o sorriso da menina na tela da Vinci
Ciúmes de tantos zês sentidos na hora agá
Amores doces perdidos no Reino de Carcará
Ave que come o homem no prazer tupiniquim
Devora beijos com teus lábios largos carmim
Lambe todas letras das aulas de leis da vida
Come os pensamentos que até deus duvida
Quer colo como um trono de perpétuo amor
Sabe ser o jardim e também a beleza da flor
Ama a todos zês como qualquer mãe Rainha
Deita como mulher e em zê sonho se aninha
É só viver que passa
ZÉBETO FERNANDES
Aquela dor de cabeça recheada de problemas
O amor eterno que acaba em tantos esquemas
Dor do parto por ponte que partiu desgraça
É só viver que passa o passo por uva passa
Aquela palavra maldita que ainda fora dita
O calor de um tapa na cara da moça bendita
A mágoa da lágrima perdida no chão da sala
É só viver que passa por silêncio que fala
Aquela lembrança do tempo de ser a criança
O sabor de fruta madura sem passo de dança
Sonhos em pesadelos de cair num precipício
Acordar em noite alta na insônia por vício
E saber que amanhã virá com muito trabalho
É só viver que passa como carta de baralho
Aquela dor de cabeça recheada de problemas
O amor eterno que acaba em tantos esquemas
Dor do parto por ponte que partiu desgraça
É só viver que passa o passo por uva passa
Aquela palavra maldita que ainda fora dita
O calor de um tapa na cara da moça bendita
A mágoa da lágrima perdida no chão da sala
É só viver que passa por silêncio que fala
Aquela lembrança do tempo de ser a criança
O sabor de fruta madura sem passo de dança
Sonhos em pesadelos de cair num precipício
Acordar em noite alta na insônia por vício
E saber que amanhã virá com muito trabalho
É só viver que passa como carta de baralho
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