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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Nem mesmo

Nem mesmo a escuridão de dias não tão bons
Conseguiram ofuscar o brilho de teus olhos
Do qual guardo em meu coração
Como o mais leve alvitre prima
Nem mesmo a privação de você
Conseguiu desvanecer as lembranças de nossos momentos
Do qual conservo em minha essência
Quão a mais terna das lembranças
Nem mesmo os malfazejos tempos
Conseguiram denegrir nossos pensamentos
Dos qual sempre lembrei com bons tentos
Qual forma de nuvens em dia de contemplar
Nem mesmo outras épocas
Conseguiram tomar lugar as nossas épocas
Das quais tem morado em meu coração
De tal feitio a não deixar evadir-se
Nem mesmo a quem doei meu coração
Conseguiu fazer jus a
Já que buscavam o que não aprovavam
Pôr fim oferecendo um espaço em branco
Nem mesmo à longitude
Conseguiu fazer esquecer-te
Pois meu coração sempre esteve ligado a ti
A tal maneira de sempre nos juntar
Nem mesmo outros belos frontispícios
Conseguiram o mesmo que ti
Visto que não me habitavam
Dirigindo-me sucessivamente a regressar
Buscando ser bem-querido...
Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo, 28 dias de Março em 2005

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Temores de um passado recente

Meu mundo girou e parou de repente
O vento deixou de me movimentar
Naveguei por tantos lugares
Agora me encontro perdido perto do nada
Livre de qualquer rumo a tomar
Intocável no meio de lugar nenhum
Sem saber o que fazer com o tempo que resta
Assim vi o dia passar

Sem um pensamento deixar de ecoar
Estaria realmente vivendo
Soluços me impedem de gritar
Como se tivesse alguém a quem me escutar!
O que está acontecendo
Não quero aceitar que acabou assim
Então o que fazer agora para remediar...
Teimo em não acreditar
O que já é uma certeza indubitável

Mais uma hora se passou
O meu castelo de cartas está ruindo
Nas areias pálidas de uma praia imperfeita
Até as ondas aqui não vem tocar
Larguei meus sonhos e ilusões
Inquestionavelmente para com alguém estar
Sem a certeza que me era tão precisa
Ao acordar só um bilhete

Sem explicações plausíveis a que me segurar
Estou a secar as lágrimas de minha face deformada
Sem poder colher delas um grão de esperança
Céu vazio de larga imensidão
Ontem tive um hoje que já não tenho mais
Norte, sul, leste ou oeste por qual rumo te procurar?
Está é minha sina não saber qual decisão empunhar nas mãos!
Talvez seja melhor um talvez...
Onde estão os ventos que me guiam...

Mantenho os olhos presos ao horizonte
Onde tenho a certeza que ainda vou encontrar
Novos rumos pelos quais navegar
Assim espero as horas passarem depressa
Lamentando apenas só poder jogar ao mar
Inquietações de um coração sofrido
Salpicadas pelas recordações que trago sempre comigo
Amargadas por fragmentos

Seculares
Estagnados ao presente
Sucumbindo o agora ao vazio do nada
Caminho esse mais triste rumo à felicidade
Onde será que está escrito que tudo é igual?
Nostalgia mais cruel que não se deixa de viver!
Expugnando o agora de uma vida
Titubeando planos traçados para o horizonte cruzar
Óbice de teus olhos enxergarem o brilhar

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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo, 30 de novembro de 2008

À Princesa da Pérsia

1, 2, 3...
Começa no silencio da tarde
Que vaga triste com sua ausência
Preso a palavras que não compreendo
Querendo não as levar em crédito
Soam as cordas da canção
Eleva-se o ritmo em desespero
Como se o fim houvesse sendo anunciado
Numa longa introdução melancólica
As notas variam...
Numa triste melodia angustiante
Definhando o que restou do dia
O timbre entoado segue vibrante
Empolgando uma desilusão avassaladora
Este é o caminho que devo seguir
Essa é a mais triste passagem
O céu de baunilha se curva
Em um precipício sem fim
Que na vida é apenas uma comparação
Entram os metais
Dando sua inquieta contribuição
O sopro é devastador
Tirando meu chão dourado
Deixando o caminho ao inferno
Inteiramente aberto
E a canção se faz mais triste
Nublando meus olhos
Fechando-os em uma tempestade de verão
Quem está seguro de suas convicções?
Tendo-as baseadas em fragmentos do passado!
Agora restam apenas ecos distantes
Uma lamentação profunda
Agarrada a uma lasca de medo
O mar é salino por uma razão!
Estou enterrado no fundo do oceano
Perdido na escuridão
Que me assola há tempos sem compaixão
Conduzindo-me pelo caminho de pedras brancas
Que se desmancham ao meu passar
Deixando sem rastro o meu passado
Está e a minha contribuição
Quero morrer e com o vento ir viajar
Para em um dia não distante
Passar rapidamente por certa janela
Deixando um pouco do que fui
Repousar em um canto iluminado


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo, 30 de novembro de 2008

Aprazível

Vento que sussurra pela noite
Vá de encontro ao meu Amor
Toque em seu coração
Entregando-lhe em mãos
Meu mais precioso tesouro
Este que não reluz a ouro vistoso
Que em seu contorno
Não és cravejado por diamantes
-Oh Vento que sussurra pela noite
Vá ao longe mundo distante
Leve consigo em seus braços arrebatadores
Este meu clamor de amor
Entregue em mãos certas
Aquelas de toque sutil e amável
Estas palavras que sussurro
-ESTOU A MORRER DE AMORES POR VOCÊ
Estas que vos digo em tormento
No escuro da noite
No silencio do mundo
Foragido da morte
Esperando por meu Amor
Vá depressa
Vá rápido com a licença da urgência
Pois meu coração pulsa em acelero
Querendo nos braços de meu Amor
Já na próxima noite repousar
Quero tê-la junto ao peito
Envolta por meus olhos curiosos
Acariciando seu rosto tênue
Enquanto velo por seu sono tranqüilo
Imaginando seus sonhos
Querendo ser deles ao menos parte
Vá depressa
Vá rápido com a licença da urgência
Tocar o coração do meu Amor
Pois a noite angustiante me consome
Perdendo-me no labirinto da incerteza
Preste a mergulhar
Junto ao abismo da loucura
Pois sem este amor não quero ficar

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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo, 30 de novembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sorriso de Mona Lisa

As voltas com a dúvida
Seguro em suas mãos tremulas
Querendo de ela obter respostas
Preso a um beco sem saída
Sinto-me acuado com meus pensamentos
Temo por meu consciente
Que das mais diversas loucuras
Segue sempre a premissa de me corromper
Entre o que realmente querer
O olhar é uma aula
O sorriso é uma obra de arte
Meu caminho chegou a uma bifurcação
Agora,
Qual se deve trilhar?
Seguirei o que me leva ao longínquo abstrato?
Que se estender por além das fronteiras!
Devo ir junto ao qual se julga mais acertado?
Por que se encantar,
Sempre é diferente aos contos de fada?
Quando tudo parece resolvido
Todas as portas se abrem
Levando a muitas escolhas diferentes
Num gesto claro do devaneio do destino
Divido-me em muitos querer
Querendo seguir ao encontro do júbilo
Apenas sonhando em acordar
Descobrindo,
Que tudo não fora mais do que um sonho confuso
Donde acordo amparado
Seguro em teu abraçar carinhoso
A fitar-te teu belo sorriso
Pintado a óleo


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo, 23 de novembro de 2008

Prisão Perpetua - Acróstico

Estagnando me junto ao delirar
Unindo pena ao vislumbrar

Preparando meu adormecer
Rejeito a esperança em lutar
Estremeço ao meu questionar
Como será caminhar por daqui em diante?
Iludido por minhas perspectivas perdidas
Saio ao mundo me perder
Ora querendo voltar, ora querendo ficar

Tremulo um sorriso a disfarçar
Enquanto finjo aceitar

Esquecido de como é fingir
Sobreviver à tamanha dor se levantar
Que assombra meu olhar
Ungido da solidão
Escolho o caminho de volta trilhar
Custando crer ao martelar de seu negar
Estabelecendo suas afirmações
Revolto-me ao silêncio – pois este é meu lugar!


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo 21 de novembro de 2008

Beirando a loucura - Acróstico

Lamentações descabidas
Impregnadas no meu pensar
Voltando-se contra meu querer
Revolto fecho-me a não sonhar
Expressando todo meu zangar-se

As voltas com minhas ilusões
Resignado ao só estar
Beirando o murchar
Íntimo meu que não quer se calar
Teimoso como só
Re-luta batalhas já esquecidas
Inconformado com o negar
Ordeno ao meu pensar, seu silenciar-se


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo 21 de novembro de 2008

Flechas e Lanças

Fagulhas flamejantes saem de meu olhar
Lembrando-me de um lúdico esplendor
Acalmado pela aurora do despertar
Vislumbrando uma ventura tremulante
Impedindo ilusões repetidas virem à tona
A pequena revolucionista a me invadir

Celebrando meu conhecido repousar
Orvalhando minha vida matinal
Refazendo-me reluzente no despertar
Adormecendo meus temores
Zabra destemida das corredeiras infindáveis
Zafimeira a cercar meus pensamentos
Adormecendo noites intermináveis

Felicitando meus sonhos
Levando minha alma embora
Aclamando liberdade ao tempo
Vertendo as horas em um silenciar doloroso
Inflamando meu sangue no despedir
Aferindo verdades despejadas

Comunicadas no brincar
Oriundo da evolução desnaturada do meu querer
Re-encaminhando o naufrago ao mar
Atordoado pelo ofuscar do horizonte
Zacum de espinhos ferinos cravados em meu peito
Zagaiada cravada junto ao meu querer
Asfixiando meu sopro de vida


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo 20 de novembro de 2008

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tarde de Alusões

Não posso mais viver
Nessa dor angustiante
Pois então
Ponho-me a parti novamente
Em mais um adeus
Solitário de uma noite vazia
Vivi amores do A ao Z
Perdi-me nas loucuras de A
Descobrir horizontes em D
Cai perante as lacunas de R
Pintei o sete em T
Todas as Mulheres de belezas indescritíveis
Hoje as resumo
Em um mal que foi necessário
Construção e Desconstrução
Lágrimas e sorrisos
Hoje perdido em um olhar indecifrável
Encho os olhos de esperança em F
Sem saber o que fazer
Dedilho canções melosas
Seria meu erro querer viver
Talvez seja esse meu tormento
Não saber o que fazer
Quando às claras não a mais o que fazer
Vejo um deserto escaldante
Um Oasis a minha frente
Seria minha vida sonhada ou o Céu anunciado
Tudo poderia ser uma ilusão
Meu inferno particular
Teria eu já ido desta para uma pior?
Sinto meu corpo se contrair
Sem ter para onde ir
Talvez o que veja a minha frente
Seja só o meu desatino
Preso a um destino
Medido e julgado insuficiente


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Autor: Welton Machado Guimarães
Criado em: São Paulo 16 de novembro de 2008