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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Lembranças

Dedico este poema à Váldima!

Lembrança do camisolão
Ovo cozido e leite morno
Jacuba, laranja e limão

Profundos rios e cachoeiras
Cachos amarelos nas bananeiras
Infância colorida e zombeteira

Causos poemas e canções
Histórias, invenções e palhaçadas
E competições para a garotada

Era um colorido de alegria
Muita festa, harmonia e cantoria
Fartura, responsabilidade e liberdade

Mora dentro de mim...
Uma infância perfumada
De um mundo real encantado!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

A MANCHETE

Silvia Neves de Azevedo

Conte-me-tudo-não-esconda-me-nada.........

Ao Jordan (falando sério... com ar de circunstância)


A MANCHETE

Extra! Extra! Extra!

- Senhoras e senhores: No jornal falado o povo diz: Seu afilhado foi aprovado.
...lá na escola...
...com muita ação...
...sem recuperação...
...e sem cola...

...num alto astral...
...sem prova final...
...escreveu sem erros...
... leu tudo....
...sem pirraça...
...com raça....
...com esforço
... e estudo....

- Verdade?
- A voz do povo é a voz de Deus!
- Não acredito! Sou igual a São Tomé!
- Seu afilhado foi mesmo aprovado!

- Tenho que saber da fonte...
...ver o fundamento...
...analisar as hipóteses...
...do memorável acontecimento....

- É verdade! É verdade!

- Tenho que falar com JS...
...ouvir uma opinião enfática...
...sobre os tais cálculos...
...duma tal de matemática...

- Pode acreditar! Pode acreditar!
- Farei a sabatina...
...tomando a tabuada...
...Piá precisa calcular...

- 81.000 menos 100
...mais 4.000 vezes 200=
...é levado ao cubo=
...menos o quadrado do total=
...dividido por cinco=
... ...para eu acreditar....

- Ainda assim terá de memorizar....
CIT sobre 100
E decifrar
e calcular
com sensatez
e rapidez

- Seu afilhado foi aprovado!
- Se a notícia é real
É um grande feito
É motivo de condecoração
Pelo Presidente
Governador
E até pelo Prefeito....

- E agora, Piá?
O povo falou...
Madrinha não acreditou...
Nem desacreditou...
Não confirmou...
Nem desconfirmou...

E nesse furdunço
De ângulo, vértice e quadrado
Piá foi mesmo aprovado???

Quero ver o BOLETIM....
SIM.
SIM.
SIM..........

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Respeito da Solange Couto

Bom. A Respeito da Solange Couto Posso dizer que foi algo bastante desagradável. Eu participo ativamente da Mostra de Teatro Nacional em Porangatu e o local onde ela ia apresentar – A Fábrica dos Sonhos – estava lotado. O palco estava lindamente ornado e o público a esperava com muita expectativa. Ela ia estrelar CINCO MULHERES POR UM FIO interpretando cinco personagens, numa comédia escrita pela própria atriz em parceria com a redatora do programa Zorra Total e direção de Sílvia Guindane. Na peça, ela trata dos problemas afetivos e dos questionamentos das mulheres de uma forma totalmente engraçada. Devido ao mal estar, ela foi socorrida prontamente e levada pra Goiânia com todos os aparatos de segurança a fim de que ela tivesse um tratamento adequado. É algo que pode ser exemplo para os Governantes e esses montem uma UTI em Porangatu para que a população possua atendimento pronto e rápido no caso de algo tão sério como foi o problema da Solange. Com relação ao público, foi algo extremamente desagradável porque os Porangatuenses são bastante solidários e ficaram consternados com o estado de saúde da Solange. E mais uma vez Porangatu está na mídia por causa de algo desagradável....Hoje a mídia global relatou tal fato em vários programas. O teatro não termina nunca. Esperamos que Solange, depois de restabelecida, retorne a Porangatu e possa apresentar CINCO MULHERES POR UM FIO e apreciar com mais tranqüilidade a cidade de Porangatu-Go e saber o quanto as pessoas admiram seu talento.
Por Silvia Neves de Azevedo

Tempestade

Silvia Neves de Azevedo

Momentaneamente
Sinto uma tempestade mental
Que me impede de escrever
Com calma
Com alma

As idéias fervilham
Vejo apenas o todo
Sinto enorme dificuldade
Para raciocinar
Algo mais delimitado

Medito
Ouço algo suave
Mas a mente transpõe

Como as marés
Ou a poeira das estradas

Aguardo
O assentar da poeira
E o canto suave das marés

Enquanto minha mente
Retorna ao estado
Nirvânico

Vem-te-embora pra Porangatu.

Silvia Neves de Azevedo

Aqui possui muitos admiradores
És o poeta dos curiosos rumores
Da poesia flores de Sophia e amores

Livre, és pássaro...
Sereno, és relva...
Doce, és beijo...
No calor, és selva...

Serás recebido a pão e a mel
Não sentirás o gosto do fel
Munir-te-ei de amuleto

Você verá o gato sorrir
O cachorro sorrir
O sino bater
A Lua no céu amanhecer

Conversarás comigo
Será meu grande amigo
Não terás destino cruel
Dar-te-ei a asa do anjo Gabriel

Encontraremos-nos
Não nos invadiremos
Nem nos feriremos
Isso é um ato de amor....

Para não sofrer as bodas
A igreja será seu martírio
Fará oração a Baco e Dionísio
Pois orar ou rezar é preciso!

Páginas

Sílvia Neves

Para Sonia, doce amiga

Há páginas compostas na história...
Com romances, contos e crônicas...
Seus capítulos possuem comédias...
Farsas, poesias, amor e tragédias...

Páginas esculpidas com emoção...
Embriagado cambaleante coração...
Letras douradas com brilho em cor!
Lágrimas de alegrias, dor ou amor!

São páginas vivas em ti!
Que folheias emocionada a sorrir...
Em suas páginas não há pranto!
São laudas de amor e canto!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

RECORTES

Silvia Azevedo

Voy por la vereda tropical,
Invocar aos protetores das memórias dos lixos
Todos seus poemas
Com defeitos
Enfeites
Efeitos
Curtos
Prolixos

La noche plena de quietud
Estou farta de lirismo besta
Quero a poesia
A magia
O drama
A comédia
A tragédia
A ficção

Con su perfume de humedad
Quero os poemas
Dos becos
Dos lixos
Dos mendigos
Dos artistas
Dos bêbados
Dos profanos

En la brisa que viene del mar
desejo o fluir da poesia
ao som dos grilos
…..estalam….estalam…estalam….

Se oye el rumor de una canción,
Ouvidos sensíveis...
Sssssssssssssssssssss.....
cricrililar...
ou cricri lili...
cricrililhar...

Canción de amor y de piedad.
Ou crocodilhar...
ou cricrilhar...
Tão rica...
É a lingua...

Con ella fui noche tras noche hasta el mar
Estou farta
De língua padrão
Estou farta
De canto
Estou farta de realidade
Viva a ficção!

Para besar su boca fresca de amor
Quero o grilo
Cricrililalando
Nos ouvidos
De cricrilalar
Quero a ficção
Contada
Falada
Representada

Y me juró quererme más y más
Idéias precisas
Atuais
Pós-modernas
Não trivial
Complexas
Borbulhando nas ondas
No canto do mar...

Y no olvidar jamás
Na biodiversidade
No etnocentrismo
Na marginalidade

Aquellas noches junto al mar.
Poesia
Magia
Encanto
Sem fé
Sem lei
Água
Cristal
Carnaval

Hoy sólo me queda recordar,
Admirar
Apreender
Chega de lirismo besta
Lirismo mal comedido
Protocolo

Mis ojos mueren de llorar,
Tens a sorte...
Saiba como usar...
Quero o lirismo dos loucos
O lirismo dos Clowns...
A liberdade do ar...

¿Por qué se fue? Tú la dejaste ir,
Quero a ficção
Sem lógica
Sintática e morfológica

Hazla volver a mí;
Sem lei
Suas palavras são minhas
As minhas são suas
No intertexto
No contexto
No pretexto

Quiero besar su boca
Otra vez, junto al mar,
Na poesia do lixo
No lirismo pungente dos bêbados
Recortes
Seu do meu texto
Meu do seu texto

sábado, 15 de novembro de 2008

Buá...Buá=Xuá....Xuá....

Silvia Azevedo
12/11/08

Na última súplica estúpida
Há verdade no texto singelo
Realidade no mosaico de vida
Milhões de vaidades contidas


É o espetáculo da vida no rito
Luz na cena figura no poema
Imagem na tela vazia e fria
Vela fulgura meio ao dilema


Final ardil princípio de demência
No tear reconstruímos o tecido
Amando e sentindo a essência


Mergulho meu corpo na água
Da Terra-mãe e te esqueço...
No fim do amor sem recomeço!


LI-PENG
Buá-Buá=Xuá....Xuá....
Lig-Lig-Lé.... Lig-Lig-Lé....