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terça-feira, 23 de março de 2010
CANÇÃO PARA UMA ANDERLAINE
NA VISÃO DO ANJO DO ANJO
Sspóvoa. (do arquivo da
nobre dama RDD)
OUVI NA “RADIA” DO SERTÃO DO TOCANTINS,
COISA BONITA DE SE VER E OUVIR NAS TARDES QUENTES
QUANDO AS GENTES FALAM DE SONHOS E DE RECADOS.
ANDERLAINE OFERECE GLÓRIA GLORIA ALELUIA
PARA A IRMÃ MARIA POMPILHO FERREIRA
CERTAMENTE WWW PONTO COM PONTO BR.
ANDERLAINE DESCEU A RUA GLORIOSAMENTE IMPORTANTE
ARRANJARA UM NOME BONITO E SE ESQUECERA QUE ERA BISCATE.
RITINHA QUE MORAVA NA RUA DE BAIXO ONDE OS BÊBEDOS SÃO REIS.
ANDERLAINE ERA O SEU NOME
SEM ARRÔBA SEM PONTO COM, SEM BÊERRE.
MORREU DE VIRUS DO AED EGIPTIS.
A CIDADE DE SANDOLANDIA INTEIRA
VIU ELA SUBIR PARA O CÉU
CANTIGA DE UM ANJO PARA MINHAS BORBOLETAS E FALENAS
sspóvoa-20 de março.
hoje escrevi esta cantiga
que bem poderia ser um lamento
mas, quando menino falaram
que os homem não choram.
Porem estavam errados
porque os anjos choram
especialmente quando
as borboletas e as falenas
estão tristes e até as libélulas,
com suas asas translucidas,
quedam –se num ramo e meditam
a ausência das companheiras.
os anjos choram sim quando
ouvem o vento sozinho
trazendo o murmurar das ondas
que estão solitárias pela ausência
de uma ou outra donzela que
não pisa mais nas suas areias,
banhadas pelo mar azul,
com os pezinhos de nuvens.
Choram sim, quando brisa canta
cantigas tristes e saudosas
nos monolitos solenes das chapadas
esculpidos pelas legendas antigas.
então, escrevo agora esta cantiga
que é um lamento pelas borboletas
e falenas que querem ir embora.
PROSA DE UM ANJO NA FUMAÇA DO CACHIMBO
sspóvoa
PRIMEIRO CANTO
LÁ, NO BARRANCO DO RIO ONDE EU MORAVA, AS ÚNICAS COISAS TRISTES ERAM AS LEMBRANÇAS DE ALGUMAS PASSAGENS NA CIDADE GRANDE, ONDE AS FLORES PERDEM AS PÉTALAS E AS BORBOLETAS PERDEM AS CORES.
LÁ, AS FLORES NÃO MURCHAM. BORBOELETAS, FALENAS, LIBELULAS E MARIPOSAS, ATÉ AS EFEMERAS, BAILAM SEMPRE EM POR SOBRE O ESPELHO DAS ÁGUAS. SÓ AS EFEMERAS CUMPREM O SEU CICLO DE POUCAS HORAS E, NEM POR ISSO, O GRANDE BERÔ-ROCAM DEIXA DE ROLAR COM AS SUAS ÁGUAS SERTÃO A DENTRO.
NA FUMAÇA DO CACHIMBO EVOLAVAM CANTIGAS DE RODA
“ EU VI O SOL, LA NO ALTO CLAREAR,
EU VI MEU BEM DENTRO DO CANAVIAL
TRISTEZA QUE VAI E VEM,
NÃO TRAZ NOVAS DO MEU BEM
SE ELE É VIVO, SE ELE É MORTO
OU NOS BRAÇOS DE ALGUÉM...”
SEGUNDO CANTO
E LA IA A CANTILENA DOS CURUMINS DA ESCOLA PROTESTANTE, ENQUANTO O VELHO ARUTANA FALAVA DA GRANDEZA ANTIGA DO POVO DO ARUANÃ. EU PITAVA SEM NINGUÉM PARA FALAR QUE AQUILO FAZIA MAL.
FAZIA NADA!
DIA DESSES TIRARAM EU DE LÁ.
SEM CACHIMBO,
SEM BORBOLETAS
FALENAS E LIBELULAS E, MUITO MENOS,
AS EFEMERAS QUE SO VIVEM NA BEIRA D’ÁGUA.
AÍ PERDI O CONTATO COM OS ANJOS
E NEM VI MAIS OS BOTOS BRINCANDO
DE VADIAGEM NAS TARDES QUENTES
DA BEIRADA DO MEU RIO, MORADA DO CAIPORA
DO NEGRO D’ÁGUA E DO SACI PERERE.
EITA LEMBRANÇA DANADA!
PRIMEIRO CANTO
LÁ, NO BARRANCO DO RIO ONDE EU MORAVA, AS ÚNICAS COISAS TRISTES ERAM AS LEMBRANÇAS DE ALGUMAS PASSAGENS NA CIDADE GRANDE, ONDE AS FLORES PERDEM AS PÉTALAS E AS BORBOLETAS PERDEM AS CORES.
LÁ, AS FLORES NÃO MURCHAM. BORBOELETAS, FALENAS, LIBELULAS E MARIPOSAS, ATÉ AS EFEMERAS, BAILAM SEMPRE EM POR SOBRE O ESPELHO DAS ÁGUAS. SÓ AS EFEMERAS CUMPREM O SEU CICLO DE POUCAS HORAS E, NEM POR ISSO, O GRANDE BERÔ-ROCAM DEIXA DE ROLAR COM AS SUAS ÁGUAS SERTÃO A DENTRO.
NA FUMAÇA DO CACHIMBO EVOLAVAM CANTIGAS DE RODA
“ EU VI O SOL, LA NO ALTO CLAREAR,
EU VI MEU BEM DENTRO DO CANAVIAL
TRISTEZA QUE VAI E VEM,
NÃO TRAZ NOVAS DO MEU BEM
SE ELE É VIVO, SE ELE É MORTO
OU NOS BRAÇOS DE ALGUÉM...”
SEGUNDO CANTO
E LA IA A CANTILENA DOS CURUMINS DA ESCOLA PROTESTANTE, ENQUANTO O VELHO ARUTANA FALAVA DA GRANDEZA ANTIGA DO POVO DO ARUANÃ. EU PITAVA SEM NINGUÉM PARA FALAR QUE AQUILO FAZIA MAL.
FAZIA NADA!
DIA DESSES TIRARAM EU DE LÁ.
SEM CACHIMBO,
SEM BORBOLETAS
FALENAS E LIBELULAS E, MUITO MENOS,
AS EFEMERAS QUE SO VIVEM NA BEIRA D’ÁGUA.
AÍ PERDI O CONTATO COM OS ANJOS
E NEM VI MAIS OS BOTOS BRINCANDO
DE VADIAGEM NAS TARDES QUENTES
DA BEIRADA DO MEU RIO, MORADA DO CAIPORA
DO NEGRO D’ÁGUA E DO SACI PERERE.
EITA LEMBRANÇA DANADA!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
CAVALGADA DO SONHO
NA BUCÓLICA M. PEREIRA
sspovoa-
para Tânia Rutowitsch)
cavalgarei loira fêmea/
e esmagaremos flores dos campos/
quando nossos corpos
cansarem-se da cavalgada!
faremos como uma revoada
de cavalos bravios/
na longínqua constelação
de Andrômeda./
Ela , então, fremirá
em calor e fogo/
no renascer do novo dia
sspovoa-
para Tânia Rutowitsch)
cavalgarei loira fêmea/
e esmagaremos flores dos campos/
quando nossos corpos
cansarem-se da cavalgada!
faremos como uma revoada
de cavalos bravios/
na longínqua constelação
de Andrômeda./
Ela , então, fremirá
em calor e fogo/
no renascer do novo dia
terça-feira, 18 de novembro de 2008
DIVAGAÇÕES ANTIGAS
ACERCA DE UM AMOR NOVO
(sspóvoa)
-“AMA-ME COM TODA A FORÇA
DO TEU CORAÇÃO!”-DISSESTES
EU VO-LO DIREI NOS TEUS OUVIDOS:
EU NÃO VOU AMÁ-LA
SÓ COM A FORÇA DO CORAÇÃO.
ESTOU AMANDO-A
COM A FORÇA
DO CORPO INTEIRO.
AMANDO-A COMO SE AMA
UMA FEMEA DESEJADA
E ESPERADA HÁ CINCO MIL ANOS.
AMANDO-A COMO SE AMA UM ANJO,
AMANDO-A COMO SE AMA UMA FLOR.
AMANDO-A COMO SE AMA UMA ROSA,
MINHA MENINA DENGOSA.
(sspóvoa)
-“AMA-ME COM TODA A FORÇA
DO TEU CORAÇÃO!”-DISSESTES
EU VO-LO DIREI NOS TEUS OUVIDOS:
EU NÃO VOU AMÁ-LA
SÓ COM A FORÇA DO CORAÇÃO.
ESTOU AMANDO-A
COM A FORÇA
DO CORPO INTEIRO.
AMANDO-A COMO SE AMA
UMA FEMEA DESEJADA
E ESPERADA HÁ CINCO MIL ANOS.
AMANDO-A COMO SE AMA UM ANJO,
AMANDO-A COMO SE AMA UMA FLOR.
AMANDO-A COMO SE AMA UMA ROSA,
MINHA MENINA DENGOSA.
sábado, 15 de novembro de 2008
DEVANEIOS DO SÁBIO COXO
(spóvoa-recados-arquivo)
Tem um sábio coxo percorrendo as ruas
Com os olhos tortos, olhando o mundo
Pelas frinchas das portas nuas
Olhando o capeta num buraco imundo.
Sábio poeta cuspindo no céu
Molhando as nuvens de saliva
Para chover um mundaréu
Sobre toda criatura viva.
Sábio velho, bruxo, talvez poeta
A perna torta para enganar as donzelas
Não sabendo que ele é um esteta
Não lhe dão paz, pelas suas janelas.
Desprezando, tem na face um sorriso triste
Apaixonado, nega a sua sina
Verbera contra o mundo de dedo em riste
Contra a solidão enorme que não termina.
Entretanto olha com o olho torto,
mulheres nuas atrás da porta.
Tem um sábio coxo percorrendo as ruas
Com os olhos tortos, olhando o mundo
Pelas frinchas das portas nuas
Olhando o capeta num buraco imundo.
Sábio poeta cuspindo no céu
Molhando as nuvens de saliva
Para chover um mundaréu
Sobre toda criatura viva.
Sábio velho, bruxo, talvez poeta
A perna torta para enganar as donzelas
Não sabendo que ele é um esteta
Não lhe dão paz, pelas suas janelas.
Desprezando, tem na face um sorriso triste
Apaixonado, nega a sua sina
Verbera contra o mundo de dedo em riste
Contra a solidão enorme que não termina.
Entretanto olha com o olho torto,
mulheres nuas atrás da porta.
O PREÇO
(N'UM POEMA DO
PENSADOR 1000TON,
SOBRINHO ADOTIVO POR
EXCELÊNCIA)
IMPUNIDADE!
PALAVRA QUE GEROU LÁ NO SERTÃO,
VIRGULINO FERREIRAO SOFRIDO,
TRISTE FAMOSO E TRAIDO LAMPIÃO.
IMPUNIDADE,
VERDADE QUE DA BASTILHA
GEROU NAPOLEÃO
QUE DOS POBRES, SEGUIA A TRILHA
IMPUNIDADE!
VERDADE QUE GEROU XAMBIOÁ
DE INOCENTES ESTUDANTES
E ROCEIROS, SEM FARINHA NO SAPIQUÁ.
IMPUNIDADE
QUE O POETA PENSADOR CANTA
SERÁ CONTRA OS CRUÉIS CRIMINOS
OU COM A FOME DO POVO QUE SE ALEVANTA?
IMPUNIDADE,
PENSADOR FOI CONTRA A HUMANIDADE
POR UM CRIME QUE NÃO COMETEMOS
MAS QUE PAGAREMOS ATRAVÉS DA ETERNIDADE.

PENSADOR 1000TON,
SOBRINHO ADOTIVO POR
EXCELÊNCIA)
IMPUNIDADE!
PALAVRA QUE GEROU LÁ NO SERTÃO,
VIRGULINO FERREIRAO SOFRIDO,
TRISTE FAMOSO E TRAIDO LAMPIÃO.
IMPUNIDADE,
VERDADE QUE DA BASTILHA
GEROU NAPOLEÃO
QUE DOS POBRES, SEGUIA A TRILHA
IMPUNIDADE!
VERDADE QUE GEROU XAMBIOÁ
DE INOCENTES ESTUDANTES
E ROCEIROS, SEM FARINHA NO SAPIQUÁ.
IMPUNIDADE
QUE O POETA PENSADOR CANTA
SERÁ CONTRA OS CRUÉIS CRIMINOS
OU COM A FOME DO POVO QUE SE ALEVANTA?
IMPUNIDADE,
PENSADOR FOI CONTRA A HUMANIDADE
POR UM CRIME QUE NÃO COMETEMOS
MAS QUE PAGAREMOS ATRAVÉS DA ETERNIDADE.

POETA! SERÁ ESTA IMPUNIDADE
SEMELHANTE ÁQUELA PALAVRA DE PILATOS:
"- O QUE É A VERDADE "?
QUESTÃO DO ESPÍRITO
DO POETA PENSADOR
REENCARNADO
NUM PAPAGAIO
(sspóvoa-arquivo).
soberba matéria deletéria
que somos,biblicamente
pedaço de lama seca
que virou pó...
voa enquanto seu espírito
sem corpo, morto
vira vida viva em corpo vivo.
brincadeira de fazer boneco,
um treco cheio de osso e gozo
na constante luta de trepar
para fazer o prazer.
para colher a fruta
de Eva a maçã
ou umbuzeiro da caatinga
ou na mangueira da vizinha
trepar, trepar sempre
para o gozo alcançar.
...o espírito trepa nas nuvens
para fugir do inferno
em insofismável agonia
ao saber que no seu corpo
os vermes treparão um dia.
REENCARNADO
NUM PAPAGAIO
(sspóvoa-arquivo).
soberba matéria deletéria
que somos,biblicamente
pedaço de lama seca
que virou pó...
voa enquanto seu espírito
sem corpo, morto
vira vida viva em corpo vivo.
brincadeira de fazer boneco,
um treco cheio de osso e gozo
na constante luta de trepar
para fazer o prazer.
para colher a fruta
de Eva a maçã
ou umbuzeiro da caatinga
ou na mangueira da vizinha
trepar, trepar sempre
para o gozo alcançar.
...o espírito trepa nas nuvens
para fugir do inferno
em insofismável agonia
ao saber que no seu corpo
os vermes treparão um dia.
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