Esta rosa sangrando dentro do peito?
Este vendaval rugindo na alma?
Este dia a dia vivendo de joelhos?
Prefiro o vazio
desfolhado pétala a pétala
num qualquer girassól !
O Sol ou o frio de qualquer estação!
A emoção de cada momento!
sem direcção ou sentimento!
Se amar é este aprisionado tormento?
Eu quero mais, é gritar
LIBERDADE!
LIBERDADE!
sem a cruz nem o calvário
desta absurda saudade!
LuizaCaetano
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
"PEDRADA NO CHARCO"
Meu céu se consome na pedra
na exígua e dura pedra da incerteza
sempre esse pedrinha no caminho
ou no sapato
ou na estridência do silêncio
Procuro rente ao chão
uma folha entre a poeira e o tempo
apenas a pedra como marco
neste céu onde a Paz
se desfaz
pedrada no charco
LuizaCaetano
na exígua e dura pedra da incerteza
sempre esse pedrinha no caminho
ou no sapato
ou na estridência do silêncio
Procuro rente ao chão
uma folha entre a poeira e o tempo
apenas a pedra como marco
neste céu onde a Paz
se desfaz
pedrada no charco
LuizaCaetano
LISBOA-CIDADE DA MINHA VIDA""
Anda vem ver Lisboa
cidade do meu Outono
Vê como tombam as folhas
na Avenida da Liberdade.
Vamos até ao Rossio?
onde se passeia a vaidade
e os senhores se enamoram
das floristas e das flores.
Mas é nos Restauradores
que os barcos se avistam no Rio
e
no Chiado de Pessoa
onde a Bica é mais gostosa
ali mesmo na Brasileira
aquela mesa do exílio
do Kubitschek de Oliveira
Vamos até ao Bairro Alto
dos botequins, da boémia
e dos enamorados unisexo
um convite um ensejo
das mercenárias do sexo
É a calçada do amor
desenhada a emoções
das varinas e dos pregões
Mas é no Terreiro do Paço
que nos aguarda aquele abraço
naufragado em pleno Tejo
LuizaCaetano
cidade do meu Outono
Vê como tombam as folhas
na Avenida da Liberdade.
Vamos até ao Rossio?
onde se passeia a vaidade
e os senhores se enamoram
das floristas e das flores.
Mas é nos Restauradores
que os barcos se avistam no Rio
e
no Chiado de Pessoa
onde a Bica é mais gostosa
ali mesmo na Brasileira
aquela mesa do exílio
do Kubitschek de Oliveira
Vamos até ao Bairro Alto
dos botequins, da boémia
e dos enamorados unisexo
um convite um ensejo
das mercenárias do sexo
É a calçada do amor
desenhada a emoções
das varinas e dos pregões
Mas é no Terreiro do Paço
que nos aguarda aquele abraço
naufragado em pleno Tejo
LuizaCaetano
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
"V A Z I O"
Não tenho
eira nem beira
nem pézinho de figueira
Nem bengala
nem pau de cabeleira
Não tenho gestos
nem giestas
e as palavras
estão gastas
de tanto serem gritadas
aos quatro
ventos da vida
Sinto-me esquartejada
perdida e esvaziada
um cão sem dono
e sem norte
um barco à deriva
e sem velas
no espanto deste abandono
LuizaCaetano
eira nem beira
nem pézinho de figueira
Nem bengala
nem pau de cabeleira
Não tenho gestos
nem giestas
e as palavras
estão gastas
de tanto serem gritadas
aos quatro
ventos da vida
Sinto-me esquartejada
perdida e esvaziada
um cão sem dono
e sem norte
um barco à deriva
e sem velas
no espanto deste abandono
LuizaCaetano
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
"AMOR DE CONTRABANDO"
Não sei para onde vou
nesta negação do tempo
Negoceio a vida com a vida
em apêlos de aventureira
ou de emigrante tardia
num amor de contrabando
em lampejos apunhalados
e beijos de lume brando
Enquanto,
os espelhos me devolvem
empíricas imagens
dum calendário vivido
lambido pelos silêncios
de um Verão quase esquecido
LuizaCaetano 2008/11
nesta negação do tempo
Negoceio a vida com a vida
em apêlos de aventureira
ou de emigrante tardia
num amor de contrabando
em lampejos apunhalados
e beijos de lume brando
Enquanto,
os espelhos me devolvem
empíricas imagens
dum calendário vivido
lambido pelos silêncios
de um Verão quase esquecido
LuizaCaetano 2008/11
"VERÃO PASSADO"
São já os sinais
doutro Inverno anunciado
pela debandada das gaivotas.
Este ano,
Vai chegar
Cego!
Incestuoso!
Violento e açoitado.
Deserto?
está esse areal
aonde encosto meu rosto
tentando em vão escutar
sinais, rastos ou excrementos
das pedras do Verão passado.
LuizaCaetano2008/10/14
doutro Inverno anunciado
pela debandada das gaivotas.
Este ano,
Vai chegar
Cego!
Incestuoso!
Violento e açoitado.
Deserto?
está esse areal
aonde encosto meu rosto
tentando em vão escutar
sinais, rastos ou excrementos
das pedras do Verão passado.
LuizaCaetano2008/10/14
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