Mostrando postagens com marcador Isaías Gresmés. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isaías Gresmés. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

MEU BARQUINHO DE PAPEL

Escrevi uma poesia
Em uma folha de papel,
E depois, com maestria,
Fiz um barco de papel.

Esperei então o vento
Se virar para ilha dela,
E mirei meu pensamento
Bem no pensamento dela:

“Minha flor, neste barquinho,
Expressei o meu amor.
Não me deixe aqui sozinho,
Eu lhe peço por favor!

Não esqueço o seu rostinho,
Nem sequer por um segundo!
Venha amor, neste barquinho,
Vem viver cá no meu mundo!”

Mas, para minha surpresa,
Veio um feio atobá
E bicou, com tal destreza,
Que fez meu sonho afundar!

Eu fiquei desesperado
Sem saber o que fazer...
“Oh passarinho safado,
Você quer me ver sofrer?”

Chorando sentei na areia,
Com ela em meu pensamento...
“Como estará minha sereia?
Será que ouviu meu lamento?”

Ainda choramingando,
Levantei daquele chão...
“Mas quem vem ali nadando?
- Meu Deus! É meu coração!”

Corri ao encontro dela
E agradeci por aquele momento,
Por Deus ter me trazido ela
Pela força do meu pensamento!

O barquinho, naufragado,
Logo se aportou na areia,
Mas eu já estava ao lado,
Ao lado da minha sereia.

Isaías Gresmés 18/01/2010

A FORÇA QUE VEM DE DENTRO

A força que vem de dentro
É de origem divina
E o universo é o seu centro

Contra ela não tem poder
Capaz de exterminá-la
Ou impedi-la de nascer

Ela é Deus a crescer em nós

Através da oração, mesmo se faltar a voz

Isaías Gresmés 18/12/2009

ANO DE ELEIÇÕES

Ano que vem vai ter eleição
É hora de escolher o menos ladrão

Ano que vem nós vamos votar
Naquele que vai a todos roubar

Ano que vem é só papo furado
E a maioria néscia elegerá um safado

Que desfilará à câmera oculta
O dinheiro roubado da massa inculta

Depois o poeta, todo revoltado
Escreverá impropérios com versos irados

Ano que vem vai ter eleição
Renova-se a esperança no seio da nação

Isaías Gresmés 18/12/2009

VIDAS QUE SE PERDEM

A morte é vendida
Quase sempre às escondidas,
Em quase todo o mundo...

Morte em forma de pó,
Fungada em trilha assassina,
Disfarçada em branca menina...

Tem gente que a namora,

Mas ela mata e sai fora.

Isaías Gresmés

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

NOVO LAR - Soneto

Em uma calçada encontrei um colar,
De fino cordel e simples labor,
Com uma letra “I” a se destacar,
E nela, um escrito era instigador:

“Dentro desta letra há uma instrução
A qual deverá cumpri-la direito.
No fim ganhará como premiação
A magia do amor que está no meu peito.”

Meia noite... confuso e ressabiado...
Dirigi-me então ao local combinado:
Uma velha e erma estação de trem...

Foi então que uma deusa surgiu do além,
Ofertando a mim um lindo sorriso:
Era o meu bilhete para o paraíso.

Isaías Gresmés 07/12/2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ROUBO DAS IDÉIAS

Roubar é um ato cruel:
Um alfinete, um banco, um papel -
Enfim: não importa o objeto roubado.
Esse ato é cruel àquele que foi surrupiado.
Mas talvez o roubo mais feio
É aquele em que o sujeito
Se apossa da idéia alheia...
E passa semear a centelha
Da chama que não lhe pertence....
Fazendo com que outros pensem,
Que os versos elaborados
Foram por ele lapidados
Com paciência e primor;
Por certo desconhece o amor
Ao próximo e ao que penou na cruz...
Desconhece o ensinamento do nosso senhor Jesus...

Isaías Gresmés 29/11/2008

Poema idealizado para campanha pelo respeito
aos direitos autorais idealizado pela Betânia.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CARÊNCIA

Vou te dizer uma coisa:
Sou carente de você.
Sou louco pelo seu cheiro, essa espécie de feromônio
Que emana da sua pele e que me entorpece...
Não vejo a hora de cheirar cada centímetro do seu corpo,
Não para sufocar-lhe, mas sim para saciar minha carência.
Eu gostaria de puxar seus cabelos,
Não para te machucar, não!
Bem de leve, para eu poder sentir a sedosa textura deles.
Eu gostaria de amassar o seu corpo contra o meu,
Mas suavemente,
Para sentir os batimentos do seu coração...
Para sentir o ritmo da sua respiração.
Eu gostaria, enfim, de fazer amor com você,
Desde o nascer do sol até o dia escurecer
E depois ficar feliz com o seu cheiro impregnado em mim.

Isaías Gresmés 20/11/2008 – para amiga Betânia

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sensualidade

Eu sou olhar que te atrai
O magnetismo que te chama
Eu sou a mão te guia
Eu sou o fogo que te inflama
Eu sou sua transpiração
Entre um tremor e outro
Ao segurar sua mão
Sou até a sensação de sufoco
Eu sou a sua salvação
Durante essa falta de ar
Eu sou o poder do beijo
Que te faz levitar
Eu sou a força que te leva
Para um ninho de amor
Eu sou o cheiro que te apaixona
Sou o murmúrio que te emociona
Sou a sua satisfação
No ápice do prazer
Que te faz enlouquecer
Sou a loucura que te provoca embriaguês
Eu sou sua cura
Eu sou a criatura
Que lhe resgata a lucidez

Isaías Gresmés 18/11/2008

sábado, 15 de novembro de 2008

VAIDADE

Peço a Deus nesse momento
Um pouco de inspiração,
Para que eu possa escrever,
Aquilo que eu entender,
Estar perfeito na razão.

É um assunto complicado,
Vou falar da vaidade:
Pois pra quem é vaidoso,
Cultivá-la é prazeiroso
E não vê nisso uma maldade.

O sujeito vaidoso,
Cuida da imagem com zelo,
Se penteia e passa gel
E para ele é um troféu,
Quando elogiam seu cabelo.

Para ele é muito pouco
Um vidrinho de perfume,
O seu corpo perfumado,
Não disfarça o enjoado,
Bafo fétido de estrume,

Que emana da sua mente
Poluída com ignorância;
Vazia no essencial,
Repleta com o banal,
Desde a sua tenra infância.

Bem, esse é apenas um
Dos vários tipos de vaidoso.
Pois muitos não se acham,
Outros até disfarçam
Esse defeito horroroso.

Existe por exemplo, o poeta vaidoso,
Que - às vezes - escreve asneira.
Mas que, mesmo assim,
Espera que quem leu - no fim-
Elogie sua besteira.

E se isso não acontece,
Fica mal consigo mesmo.
Ele atira chateação,
Por causa dessa questão,
Pra todo lado: a esmo.


Começa a se lamentar
Que se sente desprezado
E espalha seu azedume
Tal qual o porco, o estrume,
Tornando-se um “pé-no-sado”.

O poeta vaidoso
Adora ser elogiado.
Quando isso não acontece,
De cara ele se aborrece
E diz sentir-se desprezado.

Certamente é o caso
De apelar pro analista.
Ou quem sabe de arrumar,
Um padre pra confessar,
Os queixumes da sua lista.

Vaidade é defeito
Disso eu tenho certeza
É tão ruim quanto a ganância,
A raiva, a arrogância,
A preguiça ou a avareza.

É pecado capital.
É tapume pra visão.
Quem dela é escravo,
Está preso com um cravo,
Espetado no coração.

Sua visão é deformada
Pela imagem narcisa -
A sua própria imagem.
Certamente uma miragem
Disforme e imprecisa.

Não há ser aqui na Terra
Desprovido de vaidade:
Há alguns bem mais que outros;
No saco dela estamos todos -
Isso eu afirmo em verdade.

Isaías Gresmés 14/11/2008