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terça-feira, 23 de março de 2010

VIAGEM


Por várias trilhas caminhei
Intensamente, a vida inteira.
Sem desânimo, sem canseira
Atrás da felicidade.

No fim da caminhada, parei
Para rever toda a bagagem.
Percebi que minha viagem
Foi só procura, na verdade.

Em cada parte encontrei
Amostras do meu trabalho:
Havia pranto, havia orvalho,
Havia flores e saudade.

Ali mesmo ajoelhei-me
Para sentir cada momento,
Pois percebi que em todo tempo
Só recolhi, felicidade!

Águeda Mendes da Silva

Rosa Branca


A minha flor
Tinha brilho,
Tinha cor.
Era branca,
Branca como a pureza.
Deixou de abrir
Perdeu beleza...

Minha terra
Foi culpada;
Mal cuidada,
Ressequida...

Recomecei:
Cuidei,
Reguei
A minha roseira sentida...

Novamente ela cresceu,
Ficou linda,
Floresceu!
Dela colhi a rosa!
Branca, cheirosa
Que perfumou a minha vida!

Águeda Mendes da Silva

O Tempo Levou


O tempo passou
E nem te lembrou
Que eu existo.

O tempo passou
E você calou
Mas eu insisto;

__ O tempo apagou,
Ou planejou
Esse confisco?

Abra a memória
Leia a história
Que fala que existo!

Águeda Mendes da Silva

08/02/2010

Arte de Viver


Viver o presente,
É simplesmente
Reviver o passado:
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!


O futuro certamente
Será nesse presente,
Espelhado.
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!


Nada é surpreendente
para quem vive plenamente
Integrado,
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!


Águeda Mendes da Silva

quarta-feira, 1 de julho de 2009

SÚPLICA

Continue o seu trabalho,
Coração meu! Insista!
Nesse ritmo meio falho,
Vai parar. Persista!

Pode até dar um tropeço
Pois na vida também tem.
Faz parte do que mereço,
Merecemos ir além.

Como é maravilhoso
Acordar ao amanhecer,
Acompanhar o sol manhoso,
Deslizar pro entardecer.

Abrir assim, uma agenda,
Reforçar objetivos,
Errar muito até que aprenda,
Por em ordem os arquivos.

Alheio a um porvir,
Vale a pena acrescentar
Mais tempo para sorrir
Até mesmo pra chorar!

Águeda Mendes da Silva

Conselho

Meu menino, ouça atento,
Um recado importante:
Aproveite o su tempo
Que ele passa num instante.

Vá correr pela campina,
Vá colher flores nonte,
Beba a água cristalina,
Ao descansar junto à fonte.

Cavalgue pela estrada
Lá na mata assim perdida...
Onde verá a passarada
Na ramagem escondida.

Seja feliz, e seja agora!
Nunca deixe para mais tarde,
Pois da sua doce aurora
Restará só a saudade!

Águeda mendes da Silva

Composta em 1981

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Cadeira de Balanço


No salão, era o destaque;
Balançava...Balançava.
Quanta ordem ela escutava
Com clareza de sotaque!

O silêncio veio um dia;
Bem num canto ela ficou
E num palco se tornou
Onde exibia, a meninada.

Novo império a reinar,
Perdeu todo o seu espaço:
Perdeu perna, perdeu braço,
Lá nos fundos foi morar.

Quanto tempo, eu não sei,
O necessário para esquecer
A quem manteve o poder
E da cadeira,já foi rei.

Virou poeira o descanso
E com ele, a sua glória.
Não se ouve mais a história
Da cadeira de balanço.


Águeda Mendes da Silva

BRASIL


Brasil, que a gente ama!
Onde está sua auto-estima?
Deixou que dessem em cima
Das coisas que conquistou.
Brasil, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Primeiro, levaram-lhe o ouro;
Depois, quase todo o tesouro.
Mesmo pequeno, você lutou.
Brasil, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Perdeu filhos, perdeu filhas...
Nas batalhas, nas guerrilhas.
Ganhou posses e heróis.
Brasil, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Terra de muitos sóis:
O do outono, o do verão,
Um para cada estação.
Brasil, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Guarde para seus herdeiros
Seus avanços pioneiros,
Trabalho dos filhos seus.
Brasi, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Expulse os invasores,
Fortifique os defensores,
Reedifique o que é sagrado.
Brasil, você é nosso!

Brasil, que a gente ama!
Reconheça o seu valor.
Saiba que mãe tem amor!
Os seus filhos agradecem!
Brasil, você é nosso!

Águeda Mendes da Silva

BASTA CRER


Doe, se tem sobras;
Peça, se tem faltas,
Pois Ele se desdobra
Em bonanças e é Pai.

Vá e faça verdade
A sua fé, o seu querer.
Pois é sua a liberdade
De sonhar e de escolher.

"Pedi e recebereis"
-Palavra do Grande Ser.
Se ele disse, é uma lei.
É tão simples: Basta crer!

Águeda Mendes da Silva

Arte de Viver


Viver o presente,
É simplesmente
Reviver o passado:
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!

O futuro certamente
Será nesse presente,
Espelhado.
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!

Nada é surpreendente
para quem vive plenamente
Integrado,
Reajustado,
Pincelado,
Revestido, novo!

Águeda mendes da Silva
24/11/08

PROMESSA


Não quero ser
Na sua vida
Ou na sua estrada,
Uma ponte caída,
Uma porta fechada.

Não quero ser
Na sua alegria
Ou na sua dor,
Uma noite sem dia
Um coração sem amor.

Águeda Mendes da silva
28/02/09

APENAS AMOR


Eu quero você;
Sabe por que?
Apenas para:
Falar comigo,
Brigar comigo,
Dividir comigo,
Sorrir comigo,
Chorar comigo,
Viver comigo
E eu contigo.
Sabes o que é isto, amor?
É apenas amor!

Águeda Mendes da Silva
25/02/09

Dedicado ao meu esposo pelo Dia dos Namorados
Fazemos aniversário nesse dia do nosso conhecimento que deu início de tudo...
12/06/1960

BICHO-DE-PÉ


Um bichinho entrou no meu pé.
Que coceira! Que coceira!...
Saia bichinho do meu pé!
Que coceira! Que coceira!...

__ Menino, não fale besteira!
O seu pé não tem sugeira!
__Olhe aqui se é, ou não.
__Já olhei...É um batatão!...


Águeda Mendes da Silva

AS GARÇAS


No céu revolto,
Após a chuva,
Ora em manchas,
Ora em flechas,
Voam livres, as garças.

Fogem do ar
Quando a noite desce.
Já, no ourto dia,
Em festa e alegria,
Voam livres as garças.

Quisera eu tê_las
Suspensas no ar,
Enfeitando os céus
Como fitas e véus,
Voando livres, as garças!

Águeda Mendes da Silva

BALANÇO


Pra lá...Pra cá...
É o balanço de uma rede,
Balanço que mata a sede,
A sede do meu sonhar.

Pra lá...pra cá...
É meu pequeno descanso
Que faz doce, que faz manso
Meu momento pra sonhar.

Pra lá...Pra cá..
Um desejo vira mil,
Vendo o branco,o azul _anil
No céu do meu sonhar.

Pra lá...Pra cá...
Pena que seja curto
O balanço do insulto
Pra viver e pra sonhar!...

Águeda Mendes da Silva

ARVOREDO


O galho não cansa.
Dança, dança.
A folhagem acena.
Vem a passarada
E pousa, encantada,
Agasalhando as penas.

Nos tufos verdes,
Em graves acordes,
A cigarra zune.
Vem a formiga,
A abelha amiga
É um belo time.
Vêm borboletas
Em piruetas,
Bailando no ar.
Vêm colibris
Voando sutis,
Querendo beijar.

São os amadores
Das frutas, das flores
Que a árvore oferece.
Debaixo dela
Em rede singela,
Um homem adormece!

Águeda Mendes da Silva

Anum Branco


O choro do anum branco
Faz chorar o coração meu.
Chora ele, choro eu
Pela dor de uma saudade.

O seu canto o alivia,
Porque chora__ eu sei bem;
o que me falta, ele não tem.
Juntos, temos a saudade!

De correr pelas campinas,
Indo em busca de um pomar.
Eu e ele a cantar.
Ai, que doce saudade!

Saudade de um tempo bom,
Saudade do que ficou,
Saudade é o que restou
De uma infância em liberdade!

Águeda Mendes da Silva

TANTA COISA


Aprendi tanta coisa agora!
Tanta coisa...
Que eu não sabia outrora
Tanta coisa...
Que saber não é apenas saber
Tanta coisa!

Hoje eu sei que saber é criar
Tanta coisa...
Que saber não é só refalar
Tanta coisa.
Que saber
Não é apenas saber
Tanta coisa!

Só Um soube e sabe criar
Tanta coisa.
De ninguém copiou ou quis imitar
Tanta coisa.
Seu saber foi sempre saber
Tanta coisa,
E todas as coisas!

Águeda Mendes da Silva.

Além_Mar


Vou indo, vou indo, vou indo...
Assimilando o que a vida oferece.
Vejo o dia novamente surgindo,
Vejo o manto da noite que desce.

Vou indo, vou indo, vou indo...`
Sensível a tudo o que passa.
Só prazer e alegria sentindo,
Se não houvesse tanta desgraça!

Vou indo, vou indo, vou indo...
Como tudo na vida que vai.
O vigor e a alegria saindo
Como o riso, o pranto, e os ais.

Vou indo, vou indo, vou indo...
Como o aroma exalando no ar.
Pouco a pouco, também vou caindo
No infinito, no eterno além_mar!...

Águeda Mendes da Silva

Ainda Existe


Saiba que ainda existe,
Casa de palha, cabocla,
Violão de corda rouca
Pendurada na parede.
Tocador que pega e afina
A corda grossa, a corda fina
E toca na sua rede.

Violeiro e viola
Choram juntos, nessa hora
Suas mágoas, seus amores.
Espreitando na janela,
Sua dona aparece.
Sorrindo ela agradece
As trovas feitas pra ela!

Águeda Mendes da Silva