segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Semi embriagado

Semi embriagado

Totalmente alheio está

Segue despreocupado

Do que possa encontrar

Fugiu das trevas

Que habita o coração humano

Enveredeu caminho que o leva

Por caminho menos mundano

Santo nunca o foi

Apenas era feliz

Não com o que se diz

Era em sua essência

Nunca perdeu a paciência

E para quem o merecesse

Deu o seu melhor

Pedindo que logo o esquecesse

Nunca esperou recompensa

Diferente ao que se pensa

Nunca pensou em ser herói

Hoje seu peito corrói

E corroido fica

Só e desolado

Já ninguém mais arrisca

Estar ao seu lado

Então segue em silêncio sepulcral

Buscando ao seu igual.

Sou o que sou

Sou o que sou
E a ninguém importa
Ainda não sei aonde vou
Mas destranco esta porta
E ainda quantas encontrar
De nada tenho receio
Nem quero me manifestar,
Pois desconheço este meio
Sou inteiro
Vivo desprendido
Não aguardo o derradeiro
Quero apenas um descompromisso
Nunca me apeguei a alguém
Sempre fui bom nisso
Entro cheio e saio sem
Esqueço meus problemas
Procuro uma felicidade maior
Não algo atrelado a esquemas
Minha mente não é tão menor
A procuro manter serena...
Para assim melhor sorrir
Aqui não estou para discutir,
Pois sou o que sou
E a ninguém importa
Saber como sou
Apenas saber respeitar
Meu jeito de ser o que sou...
Fácil é falar da minha vida
Vivê-la é que não é recomendável.

Under®AC

“ Um conto ”

“ Um conto ”

Li nos seus olhos
Um belo conto de amor
Que brilhava reluzente
Incansavelmente
Sem pudor
Um dia, inesperadamente,
Este encanto se acabou
Seus olhos,
Cerraram-se inevitavelmente
Um conto desmoronou!

Sérgio Murilo

Divulgação

Academia literaria da Zona Oeste do Rio de Janeiro
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Leandra Telles